Explosão de cano causa destruição em Barroso-CE
Moradores da Avenida Castelo de Castro, no Barroso, viveram momentos de pânico, na madrugada deste domingo, devido à explosão de uma tubulação subterrânea da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), causando alagamento e destruição nas residências próximas. Por conta do ocorrido, a zona Leste de Fortaleza ficou sem o abastecimento de água durante todo o dia. Uma enorme cratera se abriu e um dos sentidos da via teve que ser interditada. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Cidadania e Serviços Públicos (AMC) estiveram no local para controlar o trânsito.

Ao todo, 15 imóveis foram danificados com o incidente. Uma casa e uma loja de estofados desabaram
Segundo os moradores, por volta de 1 hora da manhã todos se assustaram ao ouvir um estrondo e, ao se levantarem, se depararam com as casas tomadas pela água. Pela manhã, o cenário de lama e destruição lembrava as consequências de uma grande enchente. Imóveis com muros rachados, cômodos completamente destruídos, móveis e eletrodomésticos estragados, e lama por toda a parte.
O sentimento era de milagre por ninguém ter morrido. A dona de casa Socorro Carvalho, 38, estava com o marido e a filha bebê no mesmo cômodo quando ocorreu o acidente. Do local onde eles estavam, restou um pouco mais do que o espaço onde ficava a cama onde dormiam. O banheiro e o quarto da filha mais velha, que não estava em casa, foram levados pela força da água. “Pensei que todo mundo ia morrer”, desabafou. Televisão, sofá, fogão, e guarda-roupa estão entre os itens perdidos.
A situação da recicladora Selma Araújo foi ainda pior. A casa onde vivia com o marido e os sete filhos foi completamente levada pela água. “A casa desabou 10 minutos após nossa saída. Não tenho mais nada e nem lugar para ir. Quero uma indenização”, disse. A recicladora ressaltou que essa pode ter sido uma tragédia anunciada, pois há uma semana os moradores perceberam um vazamento de água na rua, mas, segundo ela, apesar dos contatos com a Cagece, nenhuma providência foi tomada.
Uma loja de conserto de estofados, que ficava vizinho à casa de Selma também foi arrastada. Do local restou apenas um amontoado de entulhos, onde o comerciante Orlando Moreira, 44, tentava salvar alguma peça. “Essa era nossa forma de sustento. Teremos que começar tudo de novo”, disse sua esposa, a dona de casa Helena Fidélis, 33.
Se por um lado havia muita tristeza e desolamento, por outro se via muita diversão. O buraco se transformou em uma enorme piscina, atraindo crianças e adultos, que aproveitaram para se refrescar. Em virtude da falta de água, moradores da região e de bairros vizinhos, munidos de baldes, galões e garrafas lotavam o lugar em busca da água que jorrava por um dos canos expostos. As equipes da Cagece e da Defesa Civil tiveram dificuldades para iniciar os trabalhos, o que só foi possível após a chegada da Polícia Militar, que dispersou a multidão.
Segundo o engenheiro operacional da Cagece, Tibúrcio Valeriano, a explosão ocorreu em uma tubulação de ferro fundido de 1.200 milímetros, que abastece a zona leste da Capital. A causa pode ter sido o desgaste do equipamento, mas a confirmação será possível apenas após análise. O engenheiro explicou, ainda, que o abastecimento de água precisou ser cortado até o término dos reparos, que podem durar 24 horas.
Ao todo, 15 imóveis foram danificados com o incidente. Uma casa e uma loja de estofados desabaram
Segundo os moradores, por volta de 1 hora da manhã todos se assustaram ao ouvir um estrondo e, ao se levantarem, se depararam com as casas tomadas pela água. Pela manhã, o cenário de lama e destruição lembrava as consequências de uma grande enchente. Imóveis com muros rachados, cômodos completamente destruídos, móveis e eletrodomésticos estragados, e lama por toda a parte.
O sentimento era de milagre por ninguém ter morrido. A dona de casa Socorro Carvalho, 38, estava com o marido e a filha bebê no mesmo cômodo quando ocorreu o acidente. Do local onde eles estavam, restou um pouco mais do que o espaço onde ficava a cama onde dormiam. O banheiro e o quarto da filha mais velha, que não estava em casa, foram levados pela força da água. “Pensei que todo mundo ia morrer”, desabafou. Televisão, sofá, fogão, e guarda-roupa estão entre os itens perdidos.
A situação da recicladora Selma Araújo foi ainda pior. A casa onde vivia com o marido e os sete filhos foi completamente levada pela água. “A casa desabou 10 minutos após nossa saída. Não tenho mais nada e nem lugar para ir. Quero uma indenização”, disse. A recicladora ressaltou que essa pode ter sido uma tragédia anunciada, pois há uma semana os moradores perceberam um vazamento de água na rua, mas, segundo ela, apesar dos contatos com a Cagece, nenhuma providência foi tomada.
Uma loja de conserto de estofados, que ficava vizinho à casa de Selma também foi arrastada. Do local restou apenas um amontoado de entulhos, onde o comerciante Orlando Moreira, 44, tentava salvar alguma peça. “Essa era nossa forma de sustento. Teremos que começar tudo de novo”, disse sua esposa, a dona de casa Helena Fidélis, 33.
Se por um lado havia muita tristeza e desolamento, por outro se via muita diversão. O buraco se transformou em uma enorme piscina, atraindo crianças e adultos, que aproveitaram para se refrescar. Em virtude da falta de água, moradores da região e de bairros vizinhos, munidos de baldes, galões e garrafas lotavam o lugar em busca da água que jorrava por um dos canos expostos. As equipes da Cagece e da Defesa Civil tiveram dificuldades para iniciar os trabalhos, o que só foi possível após a chegada da Polícia Militar, que dispersou a multidão.
Segundo o engenheiro operacional da Cagece, Tibúrcio Valeriano, a explosão ocorreu em uma tubulação de ferro fundido de 1.200 milímetros, que abastece a zona leste da Capital. A causa pode ter sido o desgaste do equipamento, mas a confirmação será possível apenas após análise. O engenheiro explicou, ainda, que o abastecimento de água precisou ser cortado até o término dos reparos, que podem durar 24 horas.
Fontes: DN.
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