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domingo, 10 de junho de 2012

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Cachoeira, Relator da CPI decepciona aliados

Para petistas, deputado Odair Cunha não é visto como defensor dos principais interesses do partido na Comissão
Brasília. Os trabalhos da CPI mista do caso Cachoeira mal começaram e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), virou uma decepção para petistas que não veem nele a defesa de dois interesses do partido na CPI: foco nas relações do governador Marconi Perillo (Goiás) e da imprensa com a organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Parlamentares do PT o consideram "fraco", mas não do modo que queriam.


Relator da CPI do Cachoeira estaria, na opinião de petistas, sendo manipulado pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) Foto: Agência Senado

Reclamam que ele estaria sendo manobrado pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), mais experiente. Outros parlamentares considerados independentes reclamam que Odair não tem sido imparcial na condução dos trabalhos. Para os petistas, o estopim foi a marcação do depoimento do governador Perillo para a próxima terça-feira.

Convocação

Em uma reunião do PT na noite do dia 28, na qual Odair estava presente, ficou combinado o adiamento do depoimento de Perillo, com o intuito de esperar a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. Mas, em sessão da CPI realizada dois dias depois, os petistas foram surpreendidos com a convocação de Perillo, com a anuência do relator, o que gerou uma crise entre eles.

"Desse jeito não precisa fazer reunião (do PT), se o que é combinado não é seguido", reclama um petista que integra a CPI.

A análise é corroborada indiretamente por opositores como o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que elogia a atuação do relator. O tucano frisa, porém, que a prova dos nove sobre o desempenho de Odair será a análise ou não dos requerimentos para a convocação do ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot e de Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta, que vem sendo adiada.

"Ele não está seguindo o script (traçado para ele pelo PT)", concorda Dias.

Discordância
A avaliação do desempenho do relator não é unânime, nem mesmo no PT. Em defesa de Odair Cunha, o senador Jorge Viana (PT-AC), que era contra a criação da CPI, diz que os fatos se impõem e não há, na sua opinião, como o relator barrar ou direcionar as investigações.

Viana coloca os reveses sofridos na comissão, como a convocação do governador petista Agnelo Queiroz (DF), na conta do PMDB, aliado considerado traiçoeiro pelo PT. "Não tem blindagem porque a CPI não está indo em busca dos fatos. Os fatos já estão aí. O problema é o PMDB, que não escalou um time de primeira linha para a CPI", critica indiretamente o petista.

Parcialidade

Já o senador Pedro Taques (PDT-DF) reclama que Cunha não é imparcial e que isso estaria demonstrado nas perguntas que faz às testemunhas. "Temos que respeitar o presidente e o relator, mas, em nome da verdade, as perguntas feitas pelo relator a um dos depoentes foram só para um lado. Um membro da CPI precisa ser imparcial", alertou. 


Fontes: DN.

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