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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio+20

Energia sustentável é tema de recomendações

Debatedores realizaram dez rodadas de discussão de onde saíram propostas para os líderes mundiais
Rio de Janeiro. Enquanto as discussões da Conferência da Organização da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) giravam em torno do texto consensual que, para muitos, deve adiar decisões importantes, outros conferencistas presentes ontem no Riocentro debatiam questões mais específicas. Muitos passaram o dia discutindo energia sustentável, incluindo panorama e ações para o avanço e oportunidades.


O Brasil conta com sete fábricas de turbinas de eólicas. O maior potencial eólico está no Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e no Rio Grande do Sul FOTO: KID JÚNIOR

A executiva chefe da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo, única brasileira na mesa sobre Financiamento da Energia para o Desenvolvimento Sustentável, lembrou que foi a partir da Eco - 92 que o mundo começou a pensar em sustentabilidade. Na ocasião, o consumo de energia foi apontado como um dos principais agravantes dos problemas ambientais, principalmente por causa da base fóssil.

Na época, passou-se a buscar tecnologias para superar, inclusive, a questão da dependência energética. Isso acabou beneficiando os países em desenvolvimento por causa dos potenciais naturais renováveis.

Hoje, o Brasil já conta com sete fábricas de turbinas de eólicas. As empresas do setor se dividem em três grandes grupos: o das novas, com cinco ou seis menores; as tradicionais do setor elétrico que estão abrindo áreas de renováveis; e as dos fundos do mercado financeiro. O maior potencial eólico está no Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e no Rio Grande do Sul.

Para o ministro de Energia e Recursos Hídricos de Serra Leoa, Oluniyi Robbin-Coke, que também fez parte da mesa, os subsídios são fundamentais para tornar esses negócios mais atraentes, sem deixar de lado a inclusão social e a proteção ambiental, no caminho da Economia Verde que a Conferência do Rio de Janeiro persegue.

Diálogos Sustentáveis

O tema Energia Sustentável para Todos reuniu dez debatedores, brasileiros e estrangeiros, entre acadêmicos, empresários e representantes de ONGs na primeira sessão dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável da última segunda-feira. Do encontro, saíram três recomendações que serão levadas aos Chefes de Estado e de Governo durante o Segmento de Alto Nível da Rio+20, que começa hoje.

Estabelecer metas ambiciosas para avançar no uso de energias renováveis. Esta foi a proposta eleita pelos cerca de dois mil membros da sociedade civil presentes no Riocentro. Tomar medidas concretas para eliminar subsídios a combustíveis fósseis foi a recomendação eleita pelas votações realizadas pela Internet, encerradas no dia 15 de junho. Os debatedores, por sua vez, estabeleceram uma nova recomendação: incrementar investimentos e vontade política para garantir acesso universal, igualitário e barato a serviços de energia sustentável até 2030.

O diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, lembrou que o debate sobre os subsídios para os combustíveis fósseis deve considerar o objetivo do consumo. "Se é para colocar gasolina em carro particular, eu sou contra. Mas, se é para gás de cozinha - mais eficiente que lenha do desmatamento - sou a favor".

Os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável iniciaram-se no dia 16 de junho, no Riocentro. Até ontem, foram dez rodadas de discussão, que abordaram temas prioritários da agenda internacional de sustentabilidade. A cada rodada, três propostas foram escolhidas, uma pelos palestrantes, uma pelos participantes e uma pelos internautas. As trinta sugestões mais votadas estão sendo levadas diretamente aos Chefes de Estado e de Governo presentes na Rio+20.

Os dez temas dos Diálogos foram: Desemprego, trabalho decente e migrações; Desenvolvimento sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras; Desenvolvimento sustentável para o combate à pobreza; Economia do desenvolvimento sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo; Florestas; Segurança alimentar e nutricional; Energia sustentável para todos; Água; Cidades sustentáveis e inovação e Oceanos.

Acesso à energia
2030 é o ano limite que os debatedores estabeleceram como recomendável para que haja investimentos voltados ao acesso universal à energia sustentável



Fontes: DN.

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