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sábado, 9 de junho de 2012

Cidades

Barbalha-CE: CT alerta sobre comercialização de fogos de artifícios a crianças

O ECA proíbe a venda de fogos de artifício, como rojões e bombinhas que possam causar algum dano para menores.


Foto: Reprodução.


O Conselho Tutelar de Barbalha tem recebido várias denúncias dando conta que alguns comerciantes da cidade estão vendendo produtos explosivos como bombas, rojões, traques e até fogos de artifício para crianças e adolescentes, as quais estão fazendo uso pelas ruas da cidade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda de fogos de artifício, como rojões e bombinhas que possam causar algum dano para menores. A venda pode acarretar em uma pena de seis meses a dois anos. Os fogos de artifício fazem parte da nossa cultura. Geralmente, onde há festa, há fogos. Costumeiramente os fogos são soltos por pessoas inabilitadas e fabricados por empresas não credenciadas, o que provoca aumento no número de ocorrências de pessoas que perdem parte de membros inferiores e superiores. Desta forma, o Conselho Tutelar alerta aos pais e aos comerciantes que a venda de fogos para menores é proibida e é crime vender ou entregar fogos para crianças e adolescentes.



Fontes: Cariri Noticias.

Saúde

Juazeiro do Norte-CE: Hospital Regional do Cariri registra primeira doação de órgãos para transplante


O Ceará vem registrando recordes sucessivos de transplantes. Em 2011, o Estado superou, pela primeira vez a marca de mil transplantes, atingindo o total de 1.297 procedimentos.

Foto: Reprodução.

O Hospital Regional do Cariri (HRC) registrou a primeira doação de órgãos para transplante desde que foi inaugurado (8 de abril de 2011). O Governo do Estado e a Secretaria da Saúde montaram uma operação de logística para viabilizar o aproveitamento dos órgãos doados. Ao meio-dia da sexta-feira (1º), a Central de Transplantes da Sesa registrou a notificação de potencial doadora no HRC. No domingo (3), os órgãos doados foram transplantados no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e no Hospital Universitário Walter Cantídio.
Entre a notificação e o fechamento do protocolo de morte encefálica da paciente de 41 anos, a Central de Transplantes acionou a Casa Civil que autorizou voo para o transporte da técnica responsável pela realização do exame e do aparelho de eletroencefalograma portátil. O resultado do exame recebeu o laudo por neurologista do HRC. O protocolo de morte encefálica foi fechado às 2h20min do domingo (3). Após entrevista, a família autorizou, às 3h18min, a doação do coração, pulmão, pâncreas e rins.
Para o transporte da equipe de captação de fígado do Hospital Universitário até o Cariri e dos órgãos doados para Fortaleza, a Casa Civil autorizou outro voo. A cirurgia para retirada dos órgãos foi realizada no HRC às 7 horas de domingo. Os rins foram captados pela equipe de transplante renal da Fundação Leandro Bezerra de Menezes, da cidade do Crato. No Hospital Universitário, uma mulher de 49 anos recebeu o fígado e um homem de 43 anos recebeu o rim direito. No HGF, um homem de 48 anos recebeu o rim esquerdo. Coração e pâncreas não foram retirados por falta de receptor compatível e, o pulmão, por incompatibilidade de tamanho. A família não autorizou a doação das córneas.
No Ceará, o Instituto Dr. José Frota (IJF) é a principal unidade de captação de órgãos para transplantes, responsável, em 2011, por 70,4% dos órgãos transplantados no Estado no ano passado. No Cariri, o HRC se prepara para se tornar também importante unidade de captação no Estado e para, futuramente, se habilitar como unidade transplantadora. O perfil do HRC, assim como dos outros três hospitais regionais que o Governo do Estado vai entregar à população em Sobral (Hospital Regional Norte), Quixeramobim (Hospital e Maternidade Regional do Sertão Central) e na Região Metropolitana de Fortaleza (Hospital Regional Metropolitano), comporta a realização de transplantes.
O Ceará vem registrando recordes sucessivos de transplantes ano a ano. Em 2011, o Estado superou pela primeira vez a marca de mil transplantes, atingindo o total de 1.297 procedimentos. Este ano, até a tarde desta quarta-feira, 6 de junho, já haviam sido realizados no Estado 486 transplantes – 103 de rim, três de rim/pâncreas, 14 de coração, 70 fígado, dois de pulmão, oito de medula óssea, 377 de córnea, um de pâncreas isolado, um de pâncreas pós-rim e sete de esclera.
Assessoria de Comunicação e Informação da Sesa
Selma Oliveira – (85) 3101-5220 / 5221


Fontes: Cariri Noticia.

Meio Ambiente

Floresta Nacional do Araripe conquista ampliação de área

Um antigo pleito do Cariri foi atendido agora, por determinação da presidente Dilma




Barbalha Um pequeno espaço que já vinha passando por um processo de reflorestamento passa a ser parte da Floresta Nacional do Araripe-Apodi (Flona-Araripe), por meio de decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff. O repasse de 706, 77 hectares para a Flona é uma requisição de quase duas décadas. Cedido ao Estado para pesquisa agrícola, desde que a Epace foi extinta, a área voltou a ser campo experimental da Embrapa, em Barbalha. Este ano, finalmente foi decido em audiência a ampliação da Flona, regulamentada pela presidente Dilma.

A primeira Floresta reconhecida por decreto lei no Brasil, em 2 de maio de 1946, passa a ter uma área de 39.333,09 hectares de caatinga. A unidade de conservação, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) é integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc). A área é considerada um dos últimos redutos de Mata Atlântica do Brasil e possui espécies raras da fauna e flora, a exemplo do Soldadinho-do-Araripe, ave em gravíssimo risco de extinção, que sobrevive na mata úmida no sopé da floresta. A área da floresta atinge a fronteira do Ceará com o Estado de Pernambuco, com abrangência em Municípios como Barbalha, Jardim, Crato, Missão Velha e Santana do Cariri.

Na área administrativa do campo experimental, também funciona atualmente atividades de pesquisa na área agrícola do Centec. Várias cultivares estão sendo trabalhadas na pequena área próximo da entrada, com estufas e criatórios.

O chefe da Flona, William Brito, afirma que a requisição do espaço era antiga, já que a área pertencia a Embrapa.

Segundo o chefe da Flona, várias frutas que vieram para a região foram experimentadas na área. Em 1995, os mais de 700 hectares foram solicitados para incorporação à floresta. "O melhor destino da área era virar floresta nacional, porque não tinha água. Então comecei a lutar pelo espaço. Consegui uma cessão em comodato pela Embrapa e, quando voltei, não estava mais na chefia da Floresta", diz.

Ano passado houve uma audiência pública e o Ministério do Meio Ambiente consultou a Embrapa para verificar se o órgão ainda queria a área. "O que a presidente fez foi formalizar uma gestão que já fazíamos da área há mais de 10 anos", diz.

Durante esse período, a floresta tem se recuperado com mais força com cultivos como o pequi e a janaguba, típicos da chapada. Antes o espaço era tomado pelo gado. A presença de barreiros na área, avalia William, é indispensável para desseden-tação da fauna e um eventual combate a incêndios.

William afirma que essa conquista do pequenos espaço, na floresta de 66 anos, é uma grande vitória. A área da Flona conta com o cerrado mais jovem do Brasil e espécies comuns apenas ao habitat do Araripe. O pequi, por exemplo, se diferencia do cultivado em outros Estados brasileiro, como Maranhão e Minas Gerais. Outra espécie com a beleza e característica raras, existe apenas no sopé da Chapada, que é o Soldadinho-do-Araripe.

Para o chefe da Flona, o cerrado do Araripe é muito ameaçado e tem espécies que não estão presentes em nenhum outro lugar. "Por isso que cada hectare que a gente ganha é importante", frisa o ambientalista.

Ele também destaca a pequena área de mata atlântica, que é a mata úmida e com a maior parte das fontes, incluindo o sopé de serra entre Missão Velha, Jardim, Barbalha, Crato e vai até o município de Santana do Cariri. Esta é a área de morada do Soldadinho-do-Araripe, que poderá passar nos próximos anos à Unidade de Proteção Integral.

William destaca que mesmo sendo uma área muito pequena, tem uma grande valor biológico que merece ser preservado. "Nessa área de pouco mais de 700 hectares, estão espécies raras, endêmicas, e até espécies ameaçadas", ressalta. O chefe da Flona diz que além de proteger a biodiversidade, também há um benefício social. Para se ter uma ideia, em 15 de maio foi iniciada a safra da fava danta, uma vargem, planta da mesma família do pau brasil e comercializada com uma multinacional, com sede no Maranhão.

Ano passado gerou renda em torno de R$ 400 mil. "Se dividir isso por 150 famílias é algo expressivo", diz ele. Nessa área da ampliação acontece a coleta da fava danta, além do pequi que abastece a região.

Mesmo com o pouco ano de chuva, a reserva de mata é de grande importância para a absorção de água para realimentar as nascentes, os poços e as cacimbas que abastecem o Cariri. Como ano de seca, pela primeira vez na história, segundo o chefe da Flona, foi registrado fogo no mês de maio, numa área de menos de 5 hectares, provocado por caçadores. Ele alerta que caçar é crime e pode dar cadeia. A situação é bastante preocupante, porque esse ano só pode haver queima de 40 ha de floresta, e já foram queimados 5 ha. Uma brigada de 21 homens já está atuando e chegou a ser contratada de forma antecipada, no sentido de evitar queimadas na Chapada do Araripe.

Mais informações:
Escritório do Ibama
Casa Sede no Cariri
Praça Filemon Teles, S/N
Bairro do Pimenta
Telefone: (88) 3523. 1057


Fontes: DN.